quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como fazer uma blogueira chorar?

Quando eu comecei a escrever esse blog foi sem pretensão nenhuma, como quase todo mundo. 
Escrevi alguns dias e achei que não teria mais nada pra escrever, pra acrescentar. 
Bem nesse período aprendi a visitar outros blogs, muitas vezes deixava um comentário. Até que recebi minhas primeiras visitas e meu primeiro comentário, da Angi - Mãe do Guri (ê amiga!). Pouco tempo depois, chegou a Renata - Mãe da Laura, que hoje é minha comadre virtual. Como é legal saber que alguém veio no blog, que leu, que gostou e comentou!

De lá pra cá, nesses quase dois anos, conheci tanta gente. Participei de tanta história de vida. E o mais legal é saber que grande aparte das pessoas que chegaram aqui, ficaram. Quase todo mundo que me acompanha, vem daquela época. E isso nos aproxima muito. Nos torna comadres mesmo. Porque nossa vida é um blog aberto! Rá.

Já tentei fazer uma rotina pra escrever aqui. Mas não consigo. Não que não tenha coisas pra contar, é que esse tempo ingrato corre de mais e os textos ficam passeando na minha cabeça até finalmente caírem no esquecimento. 

Mas o bloguinho segue, firme, porém nem tão forte.
Não tenho vontade  nenhuma de parar de escrever, nem de perder o contato com azamigas virtuais e nem com aquelas que já desvirtualizei.  No começo eu tentei separar as amigas virtuais das reais. As amigas reais não sabiam que eu escrevia aqui e as daqui não tinham acesso ao meu face. Eu sentia que ficava mais segura assim. Com pouco acesso das pessoas que poderiam saber onde eu morava, ou onde andávamos. Hoje é bem diferente. Todo mundo já está aqui e lá.  Isso me aproximou muito mais das amigas. Dos dois lados. 

Apesar de gostar muito de receber visitas e de ganhar seguidoras (quem não aprende a gostar?) nos últimos tempos estou visitando poucos blogs novos, não por falta de vontade, mas porque eu não terei como visitá-los sempre, assim eu vou abraçando apenas quem está chegando! [Pode chegar viu gente, que eu gostho!] 

E eu gosto de ler e comentar!

E se fico feliz com as visitas, imagine você, como fiquei no dia que fui reconhecida na rua por uma leitora. Foi no dia que conheci a Cynthia - do Júlio. Ela olhou pra mim, disse que já me conhecia e que lia o blog. Mas a danadinha nunca tinha comentado e eu não a conhecia. Tão estranho e tão legal! 

Ontem eu chorei de emoção com um texto que recebi na página do blog no facebook. Eu já conheço a Gilvânia há muito tempo, mas não somos eramos tão próximas. Ela tem uma filha pré-adolescente e um filho da mesma idade do Enry. Nos acompanhamos através das redes sociais. Ela conheceu o blog recentemente e me contou que tinha lido o blog todo (óia que linda!)! E ontem me fez feliz com essa mensagem:

Ívna, Depois que comecei ler seu blog, percebi que existem algumas coisas erradas por aqui.
Desde o começo do ano eu não tinha ido um dia se quer levar ou pegar o Rafael na escola. (agente sempre tem um motivo né? Aqui é porque trocamos de carro e eu estava com medo de dirigir o outro.) Ainda mais agora que a irmã está no mesmo colégio dele. O pai deixa na portaria e ela leva e busca na sala. 
Não, pera aí, eu fui pra festinha do carnaval, pq ele pediu pra eu ir ver ele dançando!
Brincar com ele então, nem pensar !
Mas graças a você eu estou tentando mudar isso. :D
Semana passada consegui pegar ele duas vezes na escola, mais importante, na sala! As professoras tomaram um susto... pareciam ter visto um "aneligena" kkk!
Eu nem conhecia a professora deste ano, olha que vergonha! (conheci a auxiliar no carnaval, jurando que era a professora)
Tb brinquei com ele duas tardes na semana passada (pra quem não tinha nenhuma horinha até que me saí bem né?)
Construímos uma fazendinha com isopor, cerquinhas com bonecos de plástico. Ainda está em andamento mas vai dar muita brincadeira até ficar totalmente pronta.
Obrigada por me ajudar mesmo que inconscientemente.
Bjs pra vc e para o dono do seu mundo azul. 
Gilvânia Abreu

Fiquei feliz porque sem querer (querendo) nossa história de amor, de maternagem e carinho, porque a história desse blog, que acontece aos trancos e barrancos é especial não só pra gente, mas pra outras leitoras também!

Gil, nós não fizemos nada, você que fez! ;D
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Da calmaria e da renovação de amor.

Enfim a calmaria voltou a habitar minha casa. Que bom!

Logo depois da clavícula quebrada, o Enry teve estomatite. E eu não sabia como esse negócio era chato.
Uma semana sem comer nada. Um quilo a menos (pra quem já é magrelo). Uma mãe neurótica. E um filho se alimentando de leite com nescau em uma seringa de 5ml. Foi dureza, mas passou. Bola pra frente!

**
Esse dias, fui numa  palestra na escola do filhote.
Era uma palestra da Escola de Pais, um movimento que existe desde a década de sessenta.

"Para tratar dos interesses da família, de uma forma mais ativa, a Escola de Pais do Brasil promove círculos de debates para discutir, com os pais, suas necessidades, suas dificuldades e propor alternativas de solução. Essas reuniões se realizam em colégios, clubes, empresas, igrejas ou em qualquer lugar onde haja a possibilidade de reunir pessoas preocupadas com a educação de filhos.
De forma voluntária, Casais Coordenadores ministram os círculos de debates. Esses casais são preparados num Curso de Aperfeiçoamento e Treinamento (CAT) e se atualizam constantemente através de reuniões de estudo, debates de livros, revisões semestrais, Seminários e Congresso Nacional. Nosso trabalho se realiza em todo território nacional de uma mesma forma, obedecendo as mesmas normas, seguindo um mesmo temário e usando as mesmas dinâmicas de grupo. Só assim é possível manter-se a unidade nacional que é rigorosamente controlada para que não haja uma possibilidade de mudança de temário, de se fugir dos objetivos propostos ou de se chegar a conclusões erradas." 

Acredito que a iniciativa é boa. Fui super empolgada, com vontade de participar das sete reuniões propostas. Mas só fui na primeira. 

O que vi foi uma sala lotada, com pais desatentos e apressados. Alguns nem sei o que estavam fazendo lá (uma senhora do meu grupo preferiu ficar longe da discussão, nem o nome dela ela quis falar). A palestra teve quase duas horas de duração e o tempo de debate efetivo foi de 10 minutos. Muito pouco, eu achei.
Enfim, foi mais do mesmo.

Falou-se muito de amor. Mas que tipo de amor aqueles pais estavam se referindo?
Amor sem renúncia? Amor nos finais de semanas livres? Amor no valor do pagamento da escola? 
E percebi que a grande maioria já está cobrando a conta dos filhos. 

Tive uma crise de riso, quando uma senhora comparou a facilidade da criação dos filhos, com a dos animais.  Não, não pense que acho que não somos animais. Mas quando ela disse: "ó como as galinhas chamam os pintinhos e eles obedecem", eu lembrei das vezes que o Enry não me obedeceu. E cheguei a conclusão que eu estou sendo uma péssima galinha. Rá.

Não estou generalizando, claro. 
Cada dia percebo como somos vítimas. Como o sistema nos faz escravos do trabalho, do dinheiro. E acabamos perdendo nossa essência,  acabamos deixando de lado o prazer de brincar com os filhos, porque estamos cansados e estressados. E como o transito e a violência têm tirado nosso tempo e nossa paz.

E depois desse encontro, me apaixonei mais uma vez pelo Enry.
Vem cantar com agente!

Dedico essa música pra você filho:



Pra você guardei o amor (Nando Reis) 

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar






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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Chantagem emocional, pode?

Quando o Enry completou três meses de vida, deixou de dormir no meu quarto. 
Ele não dormia na minha cama, mas dormia na rede berço.

A cama compartilhada me incomoda, não durmo bem, acordo toda moída. 
Então pra que eu esteja cheia de disposição e amor pra brincar, cada um no seu cantinho.
Já tivemos várias fases. Já ninei até adormecer e só depois colocá-lo no berço, já foi pro bercinho e adormeceu sozinho (sem choros e gritos, vale sempre resssaltar) e atualmente dorme na minha cama, depois de uma leitura ou mesmo um desenho na tv.

Isso não quer dizer que nunca compartilhamos a cama, foram inúmeras vezes. Desde os momentos de doencinhas até aqueles momentos de preguicinha (minha) em que acabei adormecendo primeiro.

E ontem tivemos mais cama compartilhada. 

-Mãe, posso dormir na tua cama hoje?
-A gente fica aqui até você dormir e depois você vai pra sua caminha, pode ser?
- Mas mãe, na minha cama ninguém fica pertinho de mim, nem faz carinho!
- cataplof!

Quem aguenta um pedido desses???


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domingo, 28 de abril de 2013

Cantinho das Mamães Corujas - Dica de Livro

Hoje estamos falando sobre livros no Cantinho das mamães Corujas, vem conferir aqui!


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eu não estava preparada! (mais um dramalhão mexicano)

Pois é, uma hora ou outra isso haveria de acontecer.
Só não imaginei que fosse tão logo.

Hoje, dia 26 de abril de dois mil e treze, recebi meu primeiro fora. 
Do meu primeiro e único filho. 

Foi assim:
Chegamos na escola e como de costume atravessamos dois pátios até chegar a rampa que nos leva as salas superiores. No pé da rampa, ele fala:

- Mãe, a Sarinha sobe sozinha!
- É filho? Que legal! - responde a inocente mãe.

No alto da rampa, bem no início do loooongo corredor (oi?) até a porta de sala, ele falava novamente:
- Mãe, eu quero ir só.
- É filho? Segunda-feira?
- Não. Agora.

Morri durante 10 segundos. Juro. 
Só deu tempo pedir um beijo de despedida.

Perceberam minha pergunta? Típica pergunta de quem quer ganhar muuuito tempo pra se preparar psicologicamente. Ou pra que ele esquecesse o assunto neam?!

beige. Tô passada. Tô morta com farofa. 
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