quarta-feira, 9 de maio de 2012

As pérolas e a volta

Depois de umas férias bloguisticas nem tão curtidas assim, estamos de volta!


E pra começar bem.. vamos de pérolas?


Cena 1:
6:30 da manhã. Eu começo a colocar a farda do Enry pra ele ir pra escola.
- Mãe, você não lavou minha camisa?
-Claro que lavei! 
-Então você não lavou direito.
(Preciso mesmo começar o dia assim?)


Cena 2:
Maridão começa a fazer hora com a minha cara.
- Enry vem ver "a massa de pão"! (que nada mais é  do que minha barriga saliente) 
-Ahh pai, isso não é massa de pão não, é bucho mesmo!
(Família é tu-do!)


Cena 3:
O maridão fazendo cocegas em mim.
-Socorro Enry, vem me ajudar, o papai prendeu a mamãe e tá fazendo cócegas.
-Ah mãe, agora eu não posso, tô assistindo a Dora!
(Família é tu-do²)


Cena 3: 
No dia do niver do primo, o Enry fazendo a maior birra pra vestir a roupa.
-Enry, se você não parar e colocar a roupa nós não iremos mais ao aniversário. E não adianta chorar. Não tem choro, nem vela.
Ele arregala os olhos.
-Mãe, não vai ter vela no aniversário do Apolo? (o mundo dele quase caiu)


Cena 4:
-Mãe eu quero água.
Coloco no copinho. Ele olha e diz:
-Mãe, você não colocou o sufiente
(desde quando ele sabe o que quer dizer suficiente?)


**








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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agradecimentos e Rapidinhas

A gente escreve com o coração e lê com a alma.
Nossa! Eu não tenho como agradecer os comentários lindos que recebi! Meu coração transbordou de tanto contentamento. Obrigada!
Assim que possível quero dá um abração em cada uma, viu!

Não existe discussão sobre os benefícios da amamentação exclusiva e  em livre demanda.

A gente lê tanta estória legal nos blogs amigos, mas a gente sabe que existe (sabe-se lá porque!) uma segregação entre as mães que amamentam ou não.
E confesso não entender.
Eu não me considero menos mãe.
Acho até que passei um pouco do limite querendo o melhor pro meu filho -mas que mãe não faz isso, não é mesmo!?
Por tanto, tá na hora de olhar pra frente. Que hoje aquele bebezinho tá quase um rapaz, correndo por todo lado e sendo o que a gente sempre quer que os filhos sejam: Felizes e Saudáveis.

**
Ó, tô passando rapidinho hoje porque a vida aqui tá corrida, mas vou voltar com as aventuras pascais dessa família muito unida, mas também muito ouriçada!

**
E também, pra dizer que estou tão, mais tão feliz com esse bloguinho (e com as amigas que ele me trouxe) que tô preparando um sorteio, o primeiro do blog. Mas que estrá sendo confeccionado com muito amor e carinho.

Obrigada mil vezes! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

E comigo foi assim!

Nunca falei sobre isso aqui no blog.

Amamentação.

E se hoje decidi publicar esse texto, depois de muitas tentativas e textos inacabados  no meu rascunho, é porque eu preciso tirar esse peso de mim. 
Essa vontade partiu de um texto que li no MMqD.

**
Na mesma época em que fiquei grávida, duas das minhas primas ficaram também, isso foi ótimo, porque a gente conversava muito. E compartilhava os acontecimentos.
Mas elas estavam adiantadas em mim em um quesito: o leite.
As duas começaram bem cedo a produção, era só dá uma apertadinha no seio, ou tomar um banho, que jatos de leite eram despejados loucamente. Lindo né?
Mas comigo não foi assim. E meu sinal de alerta começou piscar.

Hora de ajudar na produção então! Alimentação (coloque aqui até as coisas mais estranhas, como rezam algumas lendas), líquidos (aqui também entrou muita coisa estranha) e massagens estimulantes passaram a ser prioridades.

Mas o tempo passou e o bebê nasceu. Parto normal, tudo lindo! Mas somente quarenta minutos depois trouxeram ele pra ficar comigo. Bora mamar então! O menino tinha uma pega linda. Sabia o que tinha que fazer.
Mas nada de colostro.
Não posso negar que o hospital, as médicas e as enfermeiras me ajudaram muito. "Bota no peito que vai estimulando" " As  vezes demora pro colostro descer" "Aperta aqui" "Aperta ali" " Mãezinha não chora, no começo é difícil mesmo, mas vai dá certo" eram coisas que ouvia muito.

No dia seguinte o bebê é vacinado de manhã. Uma febrezinha aparece. Culpa da vacina. A tarde ainda tinha febre e a noite também. E na manhã seguinte também.

E os choros? Só pioravam. Meu e dele.
E continua tentando o peito. Mas nada da produção aumentar.

Nesse momento eu já estava desesperada. A pediatra levou pra fazer exames.
Ela achou melhor não esperar muito e com dois dias de vida, o antibiótico entrou na vidinha dele.
E pra quem teve a graça de não passar por um momento como esse vou dizer: é horrível! Horrível ver seu bebê com aquele bracinho roxo, com sinais de agulhada perto da sobrancelha (pra não furarem demais os mini-bracinhos). 
Bebê medicado, mas o choro continuava.

Agora os dias e as noites eram de pé. Andando por todo o hospital. Quase todo mundo dormindo, menos eu e ele. Tentava acalentá-lo nos meus braços, mas só conseguiamos caminhar e chorar.

Pausa
Aqui quero confessar que fui tentada a deixá-lo mamar em outra mãe. As outras mães da maternidade já estavam com dó dele e de mim, e perguntaram se eu deixaria elas amamentarem.(Escondido é claro!)
Mas não consegui deixar. Tive medo. 
Despausa

No outro dia, saiu o resultado dos exames. Nenhuma doença, graças a Deus.

O que  não saía mais era o choro, porque ele não tinha mais voz. Chorou tanto, tadinho, que em vez daqueles gritos comuns em RN, o que se ouvia era grunidos, quase sem som. 
Isso me a-rra-sou!

Pediatra então me chamou pra falar do resultado. Resumidamente: f-o-m-e. 
Todo esse sofrimento causado pela fome.
E vamos colocar no peito. Toda hora. O dia todo. E ele tentava, e me empurrava com as mãozinhas porque não saia nada, e os protetos vinham com seu choro sem voz.
Agora a pediatra pediu pra complentar com LA.

Meus estado já era de esgotamento. E lá foi o menino pra incubadora. Muito bilispot nele, porque a icterícia estava bantendo na porta.
E como doía meu coração quando, depois de ficar com ele por uma hora no seio, a enfermeira trazia o complemento, cerca de 10ml, e ele só faltava engolir a seringa. E pedia mais. E sugava rápido. Desesperadamente.

Graças a Deus ele só ficou na incubadora por 24h. 
E no outro dia, a pediatra deu mais algumas explicações, dietas, pediu pra que eu utilizasse a bombinha e nos liberou.

Foi um sonho. Home sweet home.
Chegamos em casa e tomo finalmente um banho digno. 
Agora rotina de RN em casa: peito-sono-bombinha-banho-peito- bombinha-sono-peito... Mas continuava a baixa produção de leite. 
"Agora papai tem que chupar, porque papai tem mais força" (assim dizia minha vó) e lá vai maridão fazer o trabalho! Nada.

E na primeira madrugada em casa. Três da manhã o Enry acorda pra mamar. Coloco em um peito nada, no outro nada... Enry começa a chorar copiosamente. Pega a bombinha, nem 3ml. Enry continua chorando. E agora? 

Maridão pega a lista telefonica e tenta encontrar farmácia 24h. "Ahh beleza, Fortaleza não tem farmácia 24h!" Enry continua chorando. 
E eu penso: porque eu não passei na farmácia e comprei uma lata de LA meoDeus?

Já estava com trinta minutos que o Enry chorava, que eu bombeava os peito (quem sabe não saia um sanguezinho pra alimentá-lo né?), que marido tentava achar uma lata de LA. Nessa hora a casa já estava toda acordada. Talvéz os vizinhos também.

Então minha mãe (que estava em casa) perguntou: "quer que eu faça um chá pra ele?" 
Momento tenso. 
Mas chá de que? Eu nem mesmo sabia que tipo de chá um RN poderia tomar!
Só tinha erva-doce em casa.  E foi feito. E ele tomou tu-di-nho, uns 60ml. E dormiu até as 7h da manhã.

Ufa! Finalmente ele tinha saciado a fome. 
E o que senti na hora foi uma alegria imensa. Sabe por que? Porque eu entendi (na marra) que criança feliz é criança de barriga cheia, saciada.

Na manhã seguinte a pediatra indicou um LA. Que o Enry tomou até 6 meses. Nunca sentiu desconforto, nem cólica, nem nada.

E se você me perguntar se eu senti culpa. Te digo que sim, muita!
Mas não culpa por não ter amamentado. Culpa por ter demorado tanto a enxergar e admitir que não tinha leite.
Como eu pude deixá-lo com fome? Como eu pude deixá-lo chorar tanto até ficar sem voz? Até ter que tomar antibiótico? Como eu pude fazer isso??

E essa culpa vai demorar muito a dissolver de dentro do meu coração.

**
Claro que hoje aprendi muito sobre amamentação e produção de leite, a desinformação faz muita diferença.


**
Quero agracer a minha família e ao maridão por todo apoio que tive nesse momento tão difícil!



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terça-feira, 3 de abril de 2012

A procura

Há três meses estou numa procura alucinante!
Enry ganhou muitos pares de sapatos e algumas sandálias. Mas o chinelinho de dedo ficou pequeno pro Pé Grande! Então comecei a procura de um chinelo pra ele, do tipo havaianas mesmo. Há três meses.

NÃO estou conseguindo encontrar um modelo que me agrade. E por incrível que pareça nem ele gosta dos modelos que já vimos.
Não, eu não sou uma chata, que acha tudo feio. Por mim, pode ser azul, branca, preta, rosa,  fuscia com lantejoulas douradas não importa, sério mesmo.
Já fui em sapatarias, mercado, hipermercado, bodega, quitanda, bar. Não sei mais onde posso procurar.

Acho que não existe no mercado.
Porque só encontro do batman, super homem, pica pau, desenhos da disney e outras babaquices. E pra piorar um chinelinho desses, tamanho 24, custa o dobro de um tamanho 42, como pode isso meudeus??

Acho que vou esperar o pezinho* dele chegar no número 40, porque desse tamanho tem de várias cores!!
#mãeindignada.


* Pezinho tamanho 40 é osso, nesse caso pezão! Até porque depois desse tamanho, acho, que ele já poderá fazer as próprias escolhas! Rá.

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domingo, 1 de abril de 2012

Desafio na momysfera

Faz tempo que vejo a momysfera respondendo as questões simples, mas que dizem muito sobre cada mãe.
Ainda não tinha participado, mas como a grande amiga e comadre Renata me convocou, entrei na brincadeira também!

A primeira etapa do desafio é escrever 11 coisas aleatórias sobre mim:

1. Estou pensando em mudar de profissão. E tem muito haver com o blog. (mas não posso contar ainda, porque ainda não conversei com a família sobre isso)
2. Tenho um marido maravilhoso e um filho pimentinha que só me faz bem.
3. Daqui pra 2013 quero ter outro filho.
4. Daqui pra 2016 quero adotar um meninO.
6. Mesmo sabendo que meu relógio biológico não sabe o que é acordar antes das 9 da manhã.
7. Amo tomate e tenho que comer todos os dias.
8. Cozinho pouco e ruim.
9. Amo ler. Leio até bula de remédio.
10. Sou viciada no seriado melodramático One Three Hill e tenho todos os episódios e assisto infinitas vezes.
11. Amo ser blogueira e aprendo muito aqui. Viciomodeon.

A segunda etapa é responder as 11 questões que a Renata formulou:

1. Trabalhar em casa ou fora? 
Trabalhar em casa
2. Escolinha ou babá?
Escola
3. Com que idade colocaria seus filhos na escolinha?
Com 5, mas o pequeno aqui resolveu antecipar e entrou com 3 na escola.
4. A favor ou contra atividades extra-classe (fora da escolinha)?
Super a favor, desde que sem exageros.
5. Tem filho (a) único (a)?
Sim
6. DVD infantil ou livro infantil?
Os dois
7. Festinha de aniversário na escolinha ou em casa?
Até agora só fizemos em casa.
8. Azul ou Rosa?
Azul
9. A favor ou contra animais de estimação em apartamento?
Bom, nunca morei em apartamento. Mas acho que tem que ter bom senso e escolher um animal ou raça que não atrapalhe muito a vizinhança. 
10. Colocaria seu filho na escola que você estudou?
Ele estuda na escola que eu estudei
11. Onde serão as próximas Férias?
Ainda não sei ao certo, mas acredito que seja em Ilhabela-Sp.


Agora vamos as minhas perguntas:
1. Como começou o blog?
2. Quantos filhos você tem?
3. Pretende ter mais?
4. Qual sua comida preferida?
5. Gosta de frio ou de calor?
6. Qual brincadeira você mais gosta de brincar com seu filho(a)?
7. Qual brincadeira você não gosta de brincar com seus filho(a)?
8. O que te dá medo?
9. O que te faz sorrir?
10. Como você se vê?
11. O que você gostaria de mudar na sua personalidade?

Como muita gente já respondeu, vou deixar em aberto pra quem quiser participar e ainda não teve a oportunidade.
Comadre, obrigada por essa oportunidade! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Ajudante

Enfim, arranjei um ajudante pra fazer a salada de frutas!



Agora, só preciso inventar uma maneira de fazer ele comer!
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segunda-feira, 26 de março de 2012

A escola, o livro e a Ponte dos Ingleses

Achei super interessante a minha postagem sobre os prós e os contras da escola. 
O primeiro, onde expus meus dilemas, foi a postagem mais visualizada até hoje aqui no blog, seguida do outro post, em resposta ao primeiro! Fiquei feliz com a repercussão e a discusão.

Ainda tenho, na minha caixola pensante, cerca de 154781 posts sobre a escola.  Mas como não quero matar ninguém de tédio, falemos de algo mais simples!

Esse final de semana o Enry fez seu primeiro trabalho escolar! 

Como já contei aqui, o projeto desse ano na escola onde ele estuda é "Educação Planetária". E as crianças estão utilizando um livro paradidático pra se aprofundarem no assunto.
O livro se chama "A Quarta-Feira de Jonas".  A autora é a fortalezense Socorro Acioli e a história se passa aqui em Fortaleza. Então as crianças se sentem realmente inserida no contexto.

E com o Enry não foi diferente, já que o personagem do livro tem como passeio preferido observar os golfinhos na praia. E o Enry já foi diversas vezes na Ponte do Ingleses observar os bichinhos nadando por lá! Temos fotos e vídeos desses momentos. Ca-laro que ele se sentiu o próprio personagem e isso facilitou bastante o entendimento dele! 

Na atividade ele tinha que fazer um cartar de apelo em favor do golfinhos. Em meia folha de cartolina. Poderia ser utilizado gravuras, mensagens, poesias, músicas, enfim, tudo que pudesse ajudar.
Então nós três arregaçamos as mangas e dividimos o trabalho. Como o papai é todo trabalhado na criatividade e desenha muito bem, optamos por fazer um desenho e o Enry ficou com a parte da pintura. Eu fiquei com a pesquisa de um poeminha na internet.
Ficou bem simples e bem legal! Eu achei!



O livro paradidatico é esse:
O livro promove a consciência ambiental na criança, ensinando que o simples ato de jogar lixo no chão pode ter consequências trágicas no meio ambiente. Para isso, a autora convida o leitor a conhecer a história de Jonas, um menino que ama revistas em quadrinhos e golfinhos. Todos os domingos, Jonas vai com seu pai à Ponte dos Ingleses observar uma família de golfinhos. Entretanto seu programa é prejudicado quando um dos animais morre após ingerir sacos plásticos. Mas qual seria a relação entre a morte do golfinho e os hábitos do pequeno Jonas? O livro traz um final alternativo que mostra os benefícios de uma educação ambiental.

Nota: hoje recebemos um recado da professora nos parabenizando sobre o acompanhamento escolar do Enry. 
Ponto pra nós! ;)
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